Muitos pais, vindos por indicação da escola, do pediatra, do psicólogo ou do neurologista , procuram o psicopedagogo na esperança que esse profissional ajude a resolver os problemas que seus filhos apresentam. Alguns pais passam por uma verdadeira peregrinação, de profissional em profissional, buscando um diagnóstico uma definição que seja, para o comportamento “estranho” do seu filho. Chegam ao consultório angustiados e aflitos em saber se é com aquele profissional que sua busca por uma solução finalmente terá um fim. Afinal, quem é o psicopedagogo? O que ele faz? O psicopedagogo é um profissional que utiliza os conhecimentos de áreas afins, como a pedagogia, a psicologia, a psicanálise (e) a neurologia entre outras, tendo como objetivo promover a melhoria das condições de aprendizagem, da recuperação da auto estima e da socialização da criança.
Os primeiros centros psicopedagógicos surgiram na Europa, em 1946, e chegaram ao Brasil somente na década de 70. Nessa época era comum associar dificuldades de aprendizagem a uma disfunção neurológica denominada “Disfunção Cerebral Mínima – DCM”, que virou moda nesse período, servindo para camuflar problemas sociopedagógicos. Hoje, a moda é outra. E tem muitos nomes. Podemos chamá-la de Dislexia, DDA, TDAH, Hiperatividade, Impulsividade. Muitas vezes, esses nomes podem estar apenas escondendo o verdadeiro problema.
Atuação do psicopedagogo:
- Com o paciente: avaliar, diagnosticar e intervir nas suas necessidades especiais.
- Com a escola: o trabalho consiste na avaliação dos processos educacionais e na orientação das adaptações curriculares que se fizerem necessárias;
- Com a família: dar orientação em relação à criança e às suas necessidades.
Onde? Na escola, clínica, empresa e hospital
Fatores que interferem na capacidade de aprender:
- Genético, biológico e psicológico;
- Escola, família, aspectos socioculturais;
- O valor que se dá ao conhecimento em determinado momento da vida da criança e em cada sociedade;
- O método adotado pela escola.
Dificuldades generalizadas de aprendizagem surgem:
- Na escola;
- Na família;
- Quando há problemas com drogas e/ou violência;
- Quando há problemas socioculturais;
- Por efeitos colaterais de medicações;
- Quando há problemas emocionais.
Não há causa única que comprovadamente determine a dificuldade de aprendizagem, mas sim uma conjugação de fatores que agem frente a uma predisposição momentânea da criança.
Thiago Borazanian
psicopedagogo